ESCOLA BÁSICA INTEGRADA DA CHARNECA DE CAPARICA



Se pudéssemos ser nós a traçar o percurso histórico como é que o traçaríamos? Como é que queremos o planeta em 2057? Podemos imaginar o que diriam os livros de História no futuro? Investigando e aprofundando alguns temas iremos pensar em formas de retratar os acontecimentos do passado, do presente e projectar os que possam ser marcantes para o planeta no futuro.

quarta-feira, 23 de janeiro de 2008

A mentalidade renascentista

O Renascimento é o movimento cultural que se desenvolveu na Europa ao longo dos séculos XV e XVI, com reflexos nas artes, nas ciências e em outros ramos da actividade humana. Não surgiu em todos os pontos da Europa ao mesmo tempo; as cidades italianas foram pioneiras neste movimento intelectual, que em alguns países se estendeu até ao século XVII.

No centro da transformação intelectual renascentista encontra-se a passagem de uma mentalidade teocêntrica (que colocava Deus no centro da reflexão humana) a uma mentalidade antropocêntrica (a qual tinha o homem como centro do mundo). Esta proposta correspondia a um reconhecimento e a uma crença optimista nas capacidades e no valor do ser humano, contrapondo-se à visão medieval do mundo.

Os intelectuais renascentistas procuravam viver intensamente a vida terrena, com um grande desejo de fama e de glória, interessando-se cada vez mais por si próprios (individualismo). Procuravam o modelo de “Homem Ideal”, que passava por uma educação completa de boa formação cívica, intelectual e física. Nessa formação era essencial o estudo do latim e do grego, para se poder ler as obras dos autores clássicos.
O interesse pela cultura clássica está fortemente ligado ao facto de o Renascimento ter tido início em Itália, uma vez que nesse país os vestígios das antigas civilizações eram, mais do que noutros locais da Europa.
A redescoberta da antiguidade passou em grande parte pelo trabalho de tradução, comentário e divulgação de autores clássicos e pela sua adopção como modelos. Aos eruditos que se empenharam nesta tarefa, e que constituíram uma rede de contactos a nível internacional, dá-se o nome de humanistas. Entre os humanistas mais célebres, contam-se Erasmo de Roterdão, Maquiavel e Thomas Moore. O primeiro e o último levaram a cabo um importante trabalho de crítica social e política das sociedades em que viviam; Maquiavel é autor de uma obra fundamental sobre política.
No entanto, não só o homem se encontrava no centro das preocupações renascentistas: também a natureza era objecto de conhecimento. O saber renascentista assentava numa mentalidade racionalista, ou seja, só se considerava válido o conhecimento que, comprovado pela observação e pela experiência humana, pudesse ser explicado de forma racional e inteligível.
Assim, os autores antes considerados como autoridades indiscutíveis (Ptolomeu, Aristóteles) eram agora postos em causa. Neste processo tiveram grande importância as viagens de descoberta, que muito contribuíram para desfazer algumas ideias erradas, tanto de geografia, como acerca dos povos, da fauna e flora de outras terras até então desconhecidas. Tratava-se, acima de tudo, de aplicar o espírito crítico do homem ao mundo e aos saberes acumulados até à altura, e ainda ao desenvolvimento de novos conhecimentos.

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A Era das Grandes Navegações e Descobrimentos marítimos

Navegar nos séculos XV e XVI era muito arriscado, principalmente quando se tratava de mares desconhecidos. Era muito comum o medo causado pela falta de conhecimento e pela imaginação da época. Muitos acreditavam que o mar pudesse ser habitado por monstros, outros tinham uma visão da terra como algo plano e portanto, ao navegar para o "fim" os navios poderiam cair num grande precipício.

Assim, tornou-se fundamental organizar as viagens. Era necessário utilizar um meio de transporte rápido e resistente. Os europeus já podiam contar com alguns instrumentos de navegação. Foi então que se lançaram nos oceanos Atlântico, Índico e Pacífico. No caso português, com o fim de descobrir uma nova rota marítima para a Índia e descobrir novas terras.
Este período ficou conhecido como a Era das Grandes Navegações e Descobrimentos Marítimos.

Marta Silva - 8º B


Curiosidades

Sabias que...

- O aeroporto de Veneza se chama Marco Polo di Venizia, em sua honra?

- Que foi na obra de Marco Polo que Cristóvão Colombo baseou os seus cálculos para chegar à "Índia" por Ocidente?

- é a unidade de velocidade de uma embarcação?

(O nó tem a sua origem nas práticas utilizadas nos navios para estimar avelocidade. Consistia em lançar da popa do navio um flutuador com uma forma calibrada, ligado ao navio por um cabo que tinha nós feitos a distâncias regulares. Medindo o número de nós que eram largados durante determinado tempo para permitir que o flutuador não fosse arrastado, dava uma estimativa da velocidade.)